A notícia que para mim, sem dúvida, marca o dia de hoje nada tem a ver com a subtracção de subsídios ou com o ratting das empresas de cotação americanas. É muito mais grave e dramática. Diz respeito ao indivíduo norueguês, que dá pelo nome de Breivik, que no passado dia 22 de Julho matou 77 pessoas em Oslo e na ilha de Utoya. Este, soube-se hoje, pode vir a ser considerado inimputável dos crimes que cometeu (pois, ao que parece (pasme-se) descobriram que não estaria na posse das suas faculdades mentais), razão pela qual não deverá ser condenado a pena de prisão mas sim ao internamento para tratamento num centro psiquiátrico. Como é que isto é possível?!
Isto leva-me a fazer a seguinte pergunta: será que alguém que mate outro ser humano estará, na altura, na posse de todas as suas faculdades mentais?! Acho, muito sinceramente, que não. Então?! Será que a diferença está no número de vítimas que se faça?! Quantos mais, melhor… pois dessa forma maior é a prova que se faz dessa insanidade e por conseguinte a possibilidade de se escapar a uma prisão?! Não tem lógica.
Apesar de discordar com muita coisa acerca da forma como a sociedade americana funciona, numa coisa (e excluindo, à priori, os estados onde a pena de morte ainda tem lugar) acho que estão certos: na atribuição das penas de prisão. Estou de acordo com o cúmulo das penas e não me choca haver alguém com uma pena de quatrocentos, quinhentos ou seiscentos e tal anos de prisão. A pena deverá ser proporcional ao crime. Só assim ela é justa e adequada.
Neste caso particular, pois sou contra a pena de morte, o mínimo que lhe deveria ser aplicado era mil e quinhentos e quarenta anos de prisão. Se calhar, penso assim porque felizmente estou “de fora” pois, fosse eu pai de alguma das vítimas e esse psicopata teria um fim imediato!!!
Luís Alturas, 29 de Novembro de 2011
Sem comentários:
Enviar um comentário